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©2004-2009 ~mrpoe
:iconmrpoe:

Artist's Comments

O tecto fundo de oxigénio, de ar,
Estende-se ao comprido, ao meio das trapeiras;
Vêm lágrimas de luz dos astros com olheiras,
Enleva-me a quimera azul de transmigrar.

Por baixo, que portões! Que arruamentos!
Um parafuso cai nas lajes, às escuras:
Colocam-se taipais, rangem as fechaduras,
E os olhos dum caleche espantam-me, sangrentos.

E eu sigo, como as linhas de uma pauta
A dupla correnteza augusta das fachadas;
Pois sobem, no silêncio, infaustas e trinadas,
As notas pastoris de uma longínqua flauta.

Se eu não morresse, nunca! E eternamente
Buscasse e conseguisse a perfeição das cousas!
Esqueço-me a prever castíssimas esposas,
Que aninhem em mansões de vidro transparente!

Cesário Verde, "Sentimento de Um Ocidental - IV Horas Mortas"

Comments


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:iconlottie:
opah eu gstu tnt desta sequencia... a parte d tares a bocejar tá tao kida, lol...
td ensonado o meu pekeno gafanhoto (hehe!)
fav nesta

--
It's been a hard day's night...
:iconmadefromrecycledpape:
:-)
very early probably.
nice
:iconxtearxdropx:
n acreditu k comentaram tao pouco esta.


para além de achar ke este é um dos melhores trabalhos na tua galeria (clap clap) gosto muito de cesário verde.


keep it up :))
:iconmrpoe:
ainda bem q gostas! :)
tens razão, poucas pessoas comentaram. já é costume lol n sou lá mto conhecido por aqui.
vejo pelos teus comentários q gostaste mais dos early works :p
mto obrigado ;)

--
they walked in a line.

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July 15, 2004
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